O cocô do bebê: entenda o que é normal e o que não é

O cocô do bebê: entenda o que é normal e o que não é

04 Abril 2016 - 18:18
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É sempre bom lembrar que não existe um consenso definido que possa definir como é o cocô normal de um bebê. Ou seja, tal definição vai depender de uma série de fatores, entre eles convém destacar a idade do neném, o fato dele mamar ou não seio, e, inclusive, se essa criança já possui em sua dieta outros tipos de alimentos.

Vão existe um consenso definido que defina o cocô normal de um bebê

O formato das fezes do bebê passa por inúmeras transformações durante o primeiro ano de vida. Mais tarde é possível que os pais e as mães possam ter uma noção mais precisa do que é correto para o seu bebê.

Nos primeiros dias de vida da criança, é perfeitamente normal que ela faça um cocô bem diferenciado, visto que o seu sistema digestivo ainda está se ajustando. Nesse caso, é comum que a coloração das fezes seja preta e com tons esverdeados, bem como apresente um aspecto gosmento melecado, que é o chamado mecônio. 

Esse mecônio é um elemento que se acumulou no aparelho digestivo da criança durante o período da gestação. Após esse primeiro estágio, as fezes podem adquirir cores mais variáveis e formato mais sólido e consistente. Em determinados momentos ela assume tons amarelados. Esse tipo de variação de formato e cor é completamente comum. A respeito do odor, o cocô de um bebê não chega a apresentar um odor característico de fezes e geralmente é de menor intensidade.

Quando o bebê ainda mama nos seios

As fezes oriundas de bebês que ainda são amamentados nos seios apresentam nítidas distinções do cocô das crianças que bebem fórmulas lácteas. Isso pode ser observado por meio do colostro. O colostro, que é aquele primeiro leite de visual opaco que surge após o processo de parto, tem a função de atuar no organismo do bebê como um laxante. Isso auxilia o bebê a eliminar o mecônio.

Quando o leite propriamente dito efetua a chamada “descida”, após mais ou menos três dias, o cocô do bebê passa por processos de transformação, adotando assim uma cor em tom esverdeado e com um odor levemente adocicado. A consistência pode apresentar algumas variações, podendo ser viscoso e dotado de alguns grãozinhos ou até mesmo com um visual mais coalhado.

A partir da segunda semana após do nascimento, as fezes possuem a tendência de ficarem mais líquidas e até mesmo com um tom mais amarelado, o que pode confundir os pais, os fazendo crer que a criança está com diarreia. Esse aspecto é, na realidade, um cocô que sinaliza a "passagem" entre o mecônio e o cocô da amamentação.

O cocô de uma criança que toma fórmula de leite

Quando a amamentação do bebê é o leite em pó, o cocô possui cor amarela em um tom mais claro ou tem o aspecto marrom, apresentando também mais consistência que as fezes do bebê que mama nos seios. Isso ocorre porque a fórmula do leite em pó não se encontra tão digerida quanto o leite materno. O odor também é mais intenso, embora não seja tão forte quanto o das crianças que já possuem uma dieta mais variada.

Os bebês que consomem esse tipo de fórmula geralmente necessitam fazer cocô diariamente, já que elas adquirem um formato mais sólido e se acumulam com mais facilidade no sistema digestivo. Quanto mais tempo elas permanecerem no intestino, mais ressecadas e sólidas elas ficarão, podendo, inclusive, acarretar uma prisão de ventre.

O que não pode ser normal em relação ao cocô de um bebê é a diarreia (cocô muito líquido), prisão de ventre e cocô esverdeado, que ocorre devido ao excesso de lactose.