Diarréia em bebês

Diarréia em bebês

04 Abril 2016 - 17:39
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Diarreia em bebês deve ser prevenida com alimentação equilibrada

O mais importante é prevenir [Crédito: morberg / photo on flickr]

Bebês de até um ano apresentam diarreia e mães não devem descuidar da hidratação

Se o seu bebê encontra-se amuadinho, com falta de apetite e chora de cólicas, ele pode estar com sintomas da diarreia infantil. Essa é uma doença conhecida por aumentar o número de vezes em que a criança irá evacuar. As fezes tanto podem ser líquidas, leves ou até semilíquida. Entre outros sinais da doença, incluem vômitos e febre

Diversos são fatores que contribuem para o aparecimento do problema, tais como intolerância alimentar, vermes, infecções intestinais, uso de antibióticos e até o consumo exagerado de sucos e frutas. Dependendo do que o bebê ingere, a diarreia pode aumentar. 

A doença apresenta como causa mais comum, o vírus denominado rotavírus. Nos últimos anos, porém, com a propagação da vacina contra o rotavírus, as diarreias diminuíram. Sem a medicação, era normal que as crianças pegassem esse vírus antes dos cinco anos. 

Antes de identificar se o bebê está com diarreia, é necessário entender se não se trata apenas da fase. A criança que mama no peito, por exemplo, costuma fazer cocô enquanto mama ou logo em seguida. É que, conforme o estômago fica cheio de leite, o intestino é estimulado. Como consequência, o bebê evacua. 

Após um mês, na maioria das vezes, as crianças passam a fazer cocô até duas vezes por dia. É normal também que elas fiquem sem evacuar alguns dias e é comum também que o intestino fique solto de vez em quando. No entanto, se o bebezinho começar a fazer um cocô aguado demais, malcheiroso, em todas as vezes que mama, se estiver emagrecendo e até apresentar febre, é um grande indício de que provavelmente esteja com diarreia.

Mesmo que o seu bebê esteja com diarreia, ele não deve deixar de se alimentar. Não deixe de amamentá-lo e, a cada meia hora, ofereça soro oral. Para os pequerruchos, a recomendação é usar o soro caseiro. Acrescente, portanto, oito colheres rasas de açúcar em um litro de água fervida e repousada. Depois, adicione uma colherinha de sal. Já está pronto o soro. 

A desidratação é a maior preocupação para os casos de diarreia. Dentre os sintomas da desidratação, estão: choro sem lágrimas, boca seca, moleza e sonolência. As crianças abaixo dos três meses, por causa da baixa, têm mais propensão a estarem desidratadas em decorrência da diarreia. Sendo assim, a recomendação mais eficaz é amamentar o bebê com frequência maior. Caso o bebê não mame mais no seio, ele precisa ingerir bastante água e a alimentação precisa ser complementada com soro caseiro. 

Por isso, o mais importante é prevenir. Antes de manipular os alimentos da criança, lave as mãos, lave os alimentos, mantenha a tampa do lixo fechada e ferva as chupetas. Se o seu bebê tiver menos de seis meses e apresentar os seguintes sintomas: febre alta, vômito frequente, choro sem lágrimas, mais de 3 evacuações por dia, a indicação é buscar o atendimento médico mais próximo. 

Não é necessário mudar a alimentação do bebê, a não ser que ele esteja vomitando. Para os casos de diarreia aguda, os alimentos recomendados são mação, banana, arroz e até mesmo torrada. Já para as crianças mais velhas, pode-se optar por alimentações com base nos carboidratos, a exemplo do próprio arroz, a batata, o frango com macarrão. Se o filho se recusar a comer durante as crises de diarreia, não se preocupe. O importante é não deixar ele se desidratar.