Criando os primeiros laços afetivos com o bebê

Criando os primeiros laços afetivos com o bebê

04 Abril 2016 - 18:41
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É comum ouvirmos falar que já no primeiro olhar, a relação de amor entre pais e filhos se torna algo maior do que tudo já sentido na vida. Pode acontecer, mas geralmente é assim. 

Cada caso é um caso e a relação entre mãe e filho(a) é complexa e cheia de particularidades. [Crédito: Visualhunt]

Em muitos casos, é preciso tempo para que laços mais fortes venham a se estabelecer entre os dois e não há nada de errado com isso. Afinal, cada pessoa reage de formas diferentes às situações da vida, inclusive os bebês.

Já houve um tempo em que especialistas na área acreditavam que quanto mais tempo se passasse com o bebê, melhor seria para a criação de laços fortes. Principalmente nos primeiros dias de vida. Mas atualmente já se sabe que esse sentimento e a confiança entre pais e filhos podem ser construídos com o tempo, sem pressa.

Afinal, mesmo pais que por algum motivo precisaram se afastar de seus filhos nos primeiros dias, costumam conquistar um amor forte e verdadeiro. O mesmo acontece na adoção, quando nem sempre é possível ter contato com a criança em seus primeiros dias ou anos de vida.

Sem culpa

Por isso, de forma alguma se culpe se por acaso achar que não sente todo aquele amor que estamos acostumados e ler e ouvir. Cada caso é um caso e a relação entre mãe e filho(a) é complexa e cheia de particularidades. O importante é claro, é se fazer presente na vida do bebê, cuidando e satisfazendo as necessidades que este serzinho tão dependente precisa.

É importante lembrar que o bebê é uma pessoa. Pequena, fofa e cheia de inseguranças, mas é uma pessoa. Quando mais tempo passar com ele, mais capaz será de reconhecer o que o faz feliz, o que o tranquiliza, o que o irrita e quando se sente seguro. Não há receita de bolo. Os laços entre pais e filhos, vão surgindo aos poucos, em cada momento que passem juntos. 

Logo virá o primeiro sorriso, as primeiras tentativas de comunicação, e de repente, ao olhar para seu filho, vai perceber que o amor que sente por ele já tomou conta de toda sua vida.

Quando há um sinal de alerta

Muitas mães sofrem de depressão pós-parto e outras sensações. Trata-se de uma doença séria e que deve ser tratada como tal. Não é culpa de ninguém e não há nada de errado com você ou com o seu bebê. Portanto, fique sempre atenta e por acaso perceber que se passaram algumas semanas e você continuar não sentindo nada de especial e nenhuma ligação forte com o seu bebê, procure conversar com um médico o mais rápido possível. Até o pediatra pode ajudar você neste momento, não esconda a situação de ninguém.

Em alguns casos, as mães se sentem distantes e incapazes de compreender o filho e este é o sentimento que pode estar causando alguma insegurança. O excesso de ansiedade e o medo do futuro também podem estar dificultando os laços entre os dois, mas tudo pode ser compreendido melhor com uma boa e sincera conversa com um médico especialista.