Cera de ouvido: A diferença entre o que é normal e o que não é

Cera de ouvido: A diferença entre o que é normal e o que não é

21 Março 2016 - 12:10
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Como já sabemos, o uso das hastes flexíveis (cotonetes) está totalmente proibido nos bebês – além de agravar problemas de acúmulo de cera, os cotonetes ainda podem acabar perfurando o tímpano do seu pequeno. 

Evite usar cotonetes na higienização do ouvido dos bebês [Crédito: boltron- / photo on flickr]

A cera de ouvido é extremamente comum no primeiro ano de vida do seu filho – e a sua produção, inclusive, é uma garantia de que os ouvidos dele estão saudáveis. 

Isso porque as glândulas responsáveis pela produção ‘ceruminosa’, ao secretarem esse componente, evitam a entrada de sujeira, poeira e demais partículas que possam prejudicar o ouvido do bebê. Além disso, a cera de ouvido também é responsável por lubrificar a região e criar uma barreira que evite a invasão de microorganismos em seus interiores. 

Além disso, a cera de ouvido também protege com êxito o seu pequeno da condição de ‘otite externa’, uma perigosa infecção que agride todo o conduto auditivo da criança, envolvendo até mesmo a parte externa da orelha. 

A ejeção de cera de ouvido é um sinal de que está tudo bem no aparelho auditivo do seu filho. Isso porque, após ser acumulada, ela resseca e é expelida naturalmente para o ouvido externo. Sim: os nossos ouvidos são "autolimpantes".

Porém, existem casos em que a cera de ouvido acaba se acumulando mais do que o normal, de modo que o corpo já não consegue mais eliminá-la de modo natural. E um dos principais motivos para essa condição é o próprio uso exagerado do cotonete, que pode acabar tendo efeito reverso: ao invés de limpar, ele pode empurrar a cera (que naturalmente seria eliminada) novamente para dentro. 

Quando a cera de ouvido pode ser considerada um problema?

Muitos são os sintomas que o seu filho pode ter, já no primeiro ano de vida, caso haja um acúmulo de cera em seu canal do ouvido. São eles: 

- Desconforto frequente tanto na parte interna como externa da orelha;

- Queda da audição, uma vez que a alta quantidade de cera pode estar bloqueando o canal auditivo; 

- Coceira frequente nos ouvidos; 

- Dor de ouvido

- Escutar barulhos no ouvido, como se estivessem vindo lá de dentro. 

E caso você desconfie que o seu filho está com cera acumulada nos ouvidos, jamais tente removê-la sozinha – até porque isso pode agravar ainda mais a situação. Neste caso, é necessário realizar uma consulta com o médico pediatra da criança ou até mesmo um otorrinolaringologista. Além disso, não use cotonetes – eles só estão permitidos para a limpeza da parte externa. 

Como o excesso de cera será eliminado?

Como já sabemos, o uso das hastes flexíveis (cotonetes) está totalmente proibido nos bebês – além de agravar problemas de acúmulo de cera, os cotonetes ainda podem acabar perfurando o tímpano do seu pequeno. 

E para não cair na tentação de tentar limpar a região interna do ouvido ‘só um pouco’ com o cotonete, o mais indicado é que as mamães o substituam por uma pequena ‘fralda’ de pano molhada. 

E não há muito com o que se preocupar caso o acúmulo realmente seja diagnosticado. Neste caso, o médico otorrino ou pediatra irá realizar um simples procedimento que irá soltar a cera e posteriormente, desentupir os canais auditivos do seu bebê – o que pode ser um pouco desconfortável, porém, é totalmente indolor.